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O Natal PDF Imprimir E-mail
 As controvérsias natalinas têm se tornado tão constantes quanto as tradicionais festas anuais. A ordem no Wal-Mart ano passado, de que nenhum funcionário desejasse feliz natal aos consumidores, revela quão absurda esta batalha tem se tornado. As sociedades cristãs jurídicas permanecem ocupadas na época deste feriado. Contudo, ao focalizarmo-nos nessas batalhas públicas, esquecemo-nos de um perigo menos visível em nosso meio.Que imagem a figura do natal costuma evocar? Para muitos de nós, é a imagem de um bebê deitado em uma manjedoura, enquanto Maria e José, anjos e animais do campo o admiravam.  É uma figura que aquece corações – Jesus envolto em mantos. Contudo, o natal é muito mais do que o nascimento de uma criança – mais até mesmo do que o nascimento do Salvador. Trata-se de encarnação: O próprio Deus, Criador dos céus e da terra, a realidade última se tornando carne.


Esse é um pensamento assustador. Os judeus achavam que o Messias haveria de chegar como um rei, um cavaleiro com sua espada flamejante. Todavia, Deus, que se agrada em confundir a sabedoria deste mundo, trata do cruel reino de Satanás com uma silenciosa invasão no planeta terra. Ao invés de enviar um exército poderoso, ele escolheu uma desconhecida e jovem virgem.

Trinta anos após seu humilde nascimento, Jesus confundiu os judeus ao fazer a seguinte declaração “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos 1:15).

Depois, ele leu o livro de Isaías, que dizia: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor... Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.” (Lc 4:18-21).

De fato, o filho do carpinteiro havia apenas anunciado que era Rei – um ultrajante discurso para os judeus, que de tão radicais desejaram matá-lo naquele dia.

Às vezes, penso que o anúncio de Jesus da libertação dos judeus e da vinda do reino de Deus tem sido tão mal compreendido hoje quanto o foi pelos judeus nos dias de Jesus. Cristo estava a trazer o reino de Deus a terra. Primeiro, através de seu próprio ministério; em seguida, por intermédio de uma pacífica força ocupacional - sua Igreja – que haveria de carregar a obra redentora de Deus até o retorno de Cristo em poder e glória e o triunfo final do reino de Deus.

Como escrevi em meu livro que está para vir, The Faith Given Once, o anúncio de Jesus foi um momento decisivo em toda a história da humanidade. Ocupados consigo mesmos e distraídos por diversos fatores, muitos cristãos tentam confinar o Evangelho a uma forma superior de terapia; eles falham ao não percebê-lo como um plano cósmico de redenção no qual eles, como criaturas caídas, estão diretamente envolvidos.
 
Enquanto a média dos cristãos não percebe isso, aqueles que estão atrás das grades certamente o percebem.

Todas as vezes que preguei a presidiários, ao longo destes 32 anos de ministério, eu li o sermão inaugural de Jesus. Quando eu menciono a promessa de liberdade aos cativos, eles usualmente levantam suas mãos e celebram. A mensagem de Jesus é esperança e vitória para aqueles que não têm esperança. Eles não são levados pelas distrações e pelos custos da riqueza.

As pessoas nos países em desenvolvimento também “captam” essa mensagem. Onde quer que eu compartilhe essa mensagem com pobres e oprimidos em terras estrangeiras eu vejo olhos brilhando diante deste discurso.

Eles entendem que Jesus veio proclamar um novo reino, e é simplesmente esta a razão pela qual o Cristianismo está “explodindo” no hemisfério sul. Pessoas despojadas de todo tipo de bênção material e exploradas pelos poderes terrenos anelam pelo novo reino de Cristo. Ele virou o mundo de cabeça para baixo!

Não é de se estranhar que os opositores de Jesus tenham desejado que ele fosse para a cruz. Ele era uma ameaça para todos aqueles que desejavam estabelecer ordem e, ao mesmo tempo, a vitória para aqueles que reconheciam sua escravidão em relação ao pecado.

Como gosto de dizer aos presidiários, Jesus foi “destroçado”, traído por um “impostor” e enviado para a morte totalmente rejeitado. Ele foi capturado e depois morreu em uma cruz entre dois ladrões, para que pudéssemos ser libertos da morte e das garras de Satanás.
 
Neste natal, vá em frente, decore sua árvore e faça todos os preparativos para sua festa. Contudo, faça isso tendo em mente essa bela e maravilhosa verdade que abalou a terra: o nascimento do menino na manjedoura foi o emocionante sinal de que Deus invadiu o planeta terra.

O Cristianismo não haverá de permanecer ou cair por causa das determinações do Wal-Mart aos seus funcionários quanto a não dizerem “Feliz Natal”. Seu futuro, entretanto, depende sim do quanto o povo de Deus fará avançar o reino de Deus e estabelecer seus princípios de paz neste momento histórico, até que Cristo venha reinar na plenitude de sua glória.

 

 

 
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