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O Homem Ansioso e o Paciente PDF Imprimir E-mail
Em certa cidade habitavam dois homens, o primeiro, trabalhador com uma bela casa, família, filhos saudáveis e ele também por si mesmo era saudável. O segundo com uma casa mais simples, também com sua família e belos filhos. Além de algumas diferenças tais homens tinham algo muito estranho em comum, suas casas não tinham muros eram casas desprotegidas sem tipo algum de barreira ou impedimento que pudesse proteger e assegurar suas vidas e famílias.

Todos os dias pela manhã o primeiro homem ao acordar recebia o seu jornal de notícias onde se punha a par de todos os atuais e futuros acontecimentos e numa manhã em que acordou, tomou seu jornal e se deparou com a seguinte notícia:

- Atenção moradores da cidade. Preparem-se, protejam suas casas, pois está vindo por aí uma grande tempestade.

Logo que acabou de ler o primeiro homem desesperado, se estremeceu de medo e correu atrás de todos os materiais necessários para proteger a sua casa e a sua família. Pegou um pouco de cimento que tinha não se importou com a quantidade, não se importou com a qualidade por que nem sabia se era novo ou velho, e já misturou a um tanto de areia, um tanto de pedra e começou a levantar um muro, passou a noite em claro erguendo o muro querendo se proteger da tempestade. Logo pela amanhã com seu muro erguido olhou do outro lado e viu que o vizinho, o segundo homem, não havia começado ainda. E perguntou:

- Amigo você já está sabendo da tempestade?
- Sim, estou. Respondeu o vizinho.
- Eu me preparei, veja meu muro! O construí com minhas próprias mãos, é resistente contra qualquer tempestade, nenhum vento pode derrubá-lo. Apressei-me porque não queria deixar para ultima hora e ver minha casa desabando. Mas pelo visto você nem está se preocupando está aí mexendo a massa ainda e segundo a previsão do jornal faltam 2 dias para ocorrer a tempestade.
- É eu sei.
- Mas como você pode estar tão tranqüilo! E se não der tempo? E se você não conseguir construir seu muro a tempo? E se você não puder proteger a sua casa? Você é um tolo mesmo.
- Sim, eu sou. Respondeu tranquilamente o segundo homem, enquanto olhava o pacote do cimento, a qualidade da areia, e misturava um ao outro juntamente com a pedra e mexia-os calmamente com muito cuidado e atenção.

No 3º dia, lá estava o segundo homem, sentado olhando para os céus admirando a beleza das nuvens e o brilho do sol. Tomou mais uma vez a massa em sua mão e mexia, mexia e mexia. Se você estivesse lá olhando iria até se cansar de ver, pois aquele homem não se cansava de mexer a espátula. Levantando-se tomou a massa, um bloco de tijolo e começou a levantar o muro. Do alto de seu muro estava lá o primeiro homem olhando.
- Como é possível!? Ande rápido com isso homem! Você não vai terminar à tempo. Você precisa correr, precisa acabar logo com isso! Você quer se ferir e ferir a sua família? Como se não tivesse ouvido o segundo homem continuou calmamente colando os blocos com a massa e levantando o muro pouco a pouco. Ao cair à noite, foi-se deitar e no 4º dia pela manhã continuou levantando o muro devagar, devagar foi colando cada bloco com muita precisão.

De repente surgiu um sonido grande de vento, e o soar dos trovões, a tempestade estava vindo, e o segundo homem continuava lá colando um bloco ao outro com sua massa. Na tempestade formou-se um furacão que começava a vir em direção a casa do vizinho e provavelmente sua casa seria a próxima e seu muro ainda não estava terminado, mas ele ainda estava lá colando os blocos de seu muro. Com a ventania do furacão e sua força o muro do vizinho desabou ao chão deixando a casa desprotegida, foi triste! Foi terrível! A casa foi totalmente destruída. Quando o furacão estava passando da casa do vizinho para sua casa, lá estava o segundo homem colando os blocos e de repente como num passe de mágica os seus se abriram e o sol apareceu, o vento parou e uma brisa suave e fresca soprava. E o segundo homem que estava levantando o muro parou andou até a casa destruída de seu vizinho e lhe perguntou, você precisa de ajuda?

“Não andeis ansiosos por coisa alguma, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?”

“Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar, um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, porque andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam”

“Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? Ou: Que havemos de beber? Ou: Com que nos havemos de vestir?”


“(Pois todas estas coisas os gentios procuram) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.”
(Mateus 6:25,27,28,31,32)

Todos nós somos sujeitos a termos os nossos problemas pessoais, todos somos sujeitos a dificuldades da vida, seja emocional, seja financeira. E muitas vezes mediante as circunstâncias da vida agimos desesperadamente por nós mesmos fazendo com que os muros que achamos que podem nos proteger sejam levantados de qualquer jeito. Tornamos-nos como crianças super-ativas correndo de um lado para o outro enquanto o nosso pai tenta nos alertar que não é por esse caminho, tentamos resolver os nossos próprios problemas pensando sermos capazes de resolvê-los por nós mesmos. Fazemos como o primeiro homem que se apressou em construir um muro sem ver a qualidade do cimento, sem se importar com a validade da massa, achamos que quando resolvemos o problema à nossa própria maneira, o trabalho é excelente, mas na verdade estamos tampando o sol com a peneira.

Deus quer que você seja dependente dele, mais do que isso, Deus quer que você confie nEle, pois ele como pai, sabe tudo o que é necessário para você sem você precisar se desesperar para resolver qualquer tipo de problema na sua vida.

Bem-aventurado é o homem que aguarda pelo agir de Deus e em suas mãos deposita toda a sua confiança.
 
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