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Meditar Sobre o Tempo PDF Imprimir E-mail
O tempo não tem um caráter próprio. Não é bom nem ruim. Simplesmente é o meio no qual ambos o bem e o mal trabalham. O tempo implacavelmente mira para mudar todas as coisas.O tempo cobre árvores com líquens; o muro de bloco com hera. O tempo coloca um carpete de grama verde e flores coloridas sobre a cicatriz feia de um túmulo. Diminui a  dor das perdas da vida. Fecha feridas e cura enfermidades. Diminui a magnitude de um insulto; a significância de um equivoco. Aos poucos disfarça a feiúra.

O tempo – e a palavra de Deus trabalhando no homem – transforma o novo cristão. Primeiro, nós percebemos as fraquezas e as falhas de caráter desse novo irmão. Dia após dia, aos poucos, de glória em glória (2 Coríntios 3:18), ele é transformado na beleza do próprio caráter (imagem) de Deus.

O tempo traz a sabedoria da experiência para ficar no lugar da tolice da juventude. O tempo dispersa a tolice, e a razão prevalece.

Mas não seja enganado. O tempo não é benevolente. Tem o seu lado negro.

O tempo aos poucos envelhece e apodrece a árvore, e derruba o muro coberto com hera. O tempo nos leva novamente ao túmulo coberto com flores para abrir outro túmulo e regar a grama com nossas lágrimas. O tempo diminui a dor de ontem mas rapidamente nos transporta à próxima crise com sua própria tristeza.

Conforme o tempo traz sabedoria aos jovens, ele também marca a beleza dos jovens com a deterioração da velhice. O tempo marca rostos com rugas, mancha o cabelo com branco e entorta a coluna. O tempo tira a força dos jovens; enfraquece o ardor, zelo e idealismo dos jovens.

O tempo endurece o coração. Assim como o sol torna o barro em tijolos, o tempo torna o homem imune a apelos que uma vez “por pouco persuadiram-o”. O tempo permite que ele faça livremente as coisas que numa época sua consciência não teria deixado.

O mesmo “dia após dia” que viu o homem transformado na imagem de Deus, testemunha outro homem fraco ficar ainda mais fraco. Com tempo ele precisa aprender novamente aquilo que sabia antes (Hebreus 5:12). O tempo leva este a “crucificar novamente” seu Senhor e ficar onde não é possível se arrepender (Hebreus 6:6).

Mesmo assim, lembre, o tempo é limitado no poder. O tempo não cobre o pecado. Mil anos depois, o pecado é tão real, tão feio e condena eternamente da mesma forma que no momento em que foi cometido. O tempo não muda isso. E o tempo não torna a obediência mais fácil. Uma “estação conivente” – um tempo fácil – é uma ilusão enganadora. Nunca será fácil negar a si mesmo e levar a sua cruz (Mateus 16:24). O tempo não muda a verdade. Os termos da salvação são os mesmos hoje que eram no Pentecostes. Recuse a ouvir, mas o tempo não mudará as exigências da verdade. Aquela verdade sem tempo te encontrará no julgamento.

Resgate o tempo (Efésios 5:16; Colossenses 4:5). Compre-o. Faça bom proveito dele. É a hora de despertar (Romanos 13:11) e trabalhar no tempo aceitável (2 Coríntios 6:2).
 
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